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quarta-feira, 21 de maio de 2014

TÉTANO

Vacina ANTI TETANICA

 
  Nem só de prego enferrujado vive o tétano
A falta de vacinação e o tratamento incorreto de qualquer ferimento são as causas dessa doença
 que ainda provoca mortes, especialmente entre crianças e idosos. Saiba como se prevenir
POR DANIELA TALAMONI
ILUSTRAÇÃO TATO ARAÚJO



CORTE O MAL PELA RAIZ
A pele tem um mecanismo de proteção natural que impede o contato com os microrganismos nocivos espalhados no meio ambiente. Mas qualquer ferimento pode quebrar essa barreira de segurança. Para escapar de todo tipo de contaminação, é necessário evitar a entrada desses agentes, tomando as seguintes providências:
1o Arranhões, cortes profundos, mordidas de animais... não importa. A primeira coisa a se fazer é limpar muito bem a região com água corrente e sabão.
2o Feito isso, garanta que uma gaze limpa proteja o ferimento e não permita uma nova exposição a microrganismos. Procure trocar sempre o curativo e mantenha a higiene até a cicatrização da pele. No caso de feridas profundas, a limpeza e o curativo devem ser feitos no hospital uma vez que, para tratá-las adequadamente e manter afastados os agentes nocivos, pode ser necessária a remoção cirúrgica do tecido lesado.
Vacina: de dez em dez anosDe acordo com o médico infectologista Vicente Amato Neto (SP),
 a vacinação contra o tétano tem eficácia excelente.
E ele alerta que a imunização possui prazo de validade,
por isso a cada dez anos é necessário reforçar a dose.
Confira o esquema de vacinas nas diferentes fases e proteja-se!
CRIANÇAS: a vacinação adequada para o organismo infantil é feita no primeiro ano de vida.
São três doses de DPT (vacina contra tétano, difteria e coqueluche) - aos dois, quatro e seis meses de idade.
 Depois, é ministrado um reforço com um ano e três meses e outro por volta dos dez anos.
 Ao fim desse esquema, a próxima vacina deve ser a dupla (dT), contra tétano e difteria, aos 20 anos.
ADULTOS: quem foi devidamente vacinado na infância, só precisa reforçar a proteção a cada dez anos.
Isso costuma acontecer com a vacina antitetânica isolada (ATT) ou com a dupla (dT).
Para quem nunca foi vacinado, ou para os que não sabem se andam em dia com a imunização,
são recomendadas, a qualquer momento, três doses da vacina dupla (dT),
 respeitando um intervalo de 60 dias entre elas. Depois, basta o reforço a cada década.
GESTANTES: as que não foram vacinadas precisam fazê-lo para evitar o tétano neonatal
(que pode ocorrer por conta de uma infecção no útero da mãe durante o parto).
 A vacinação é feita com as três doses de dT, sob orientação médica.
VÍTIMAS DE FERIMENTOS COM ALTO RISCO PARA TÉTANO: os especialistas vão orientar
para que antecipem a dose de reforço, caso a última tenha sido administrada há mais de cinco anos.
Se a pessoa não estiver protegida,
talvez seja indispensável também uma imunização passiva para neutralizar
a toxina produzida pela bactéria do tétano.
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