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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Crescimento INFANTIL


Crescimento e desenvolvimento

O crescimento corresponde ao aumento do número e tamanho das células que constituem o organismo, favorecendo o progressivo aumento das dimensões do corpo, sendo um processo que se inicia no preciso momento da concepção e que continua, já fora do corpo da mãe, ao longo de toda a infância. Este processo, evidente em todos os bebés, ocorre ao mesmo tempo de outro não menos importante, o do desenvolvimento, que corresponde ao amadurecimento por que passam os vários órgãos através de uma série de alterações na formação e funcionamento, de modo a proporcionar-lhes paulatinamente as características próprias da idade adulta. Neste sentido, deve-se destacar o amadurecimento do sistema nervoso que possibilita o designado desenvolvimento psicomotor, caracterizado pela sucessiva aquisição de aptidões que possibilitam uma vida autónoma e a plena integração na sociedade.
Cada bebé tem o seu próprio ritmo de crescimento e desenvolvimento, condicionado tanto pela hereditariedade como por factores externos, por exemplo, para mencionar alguns dos mais relevantes, a sua assimilação de nutrientes, o meio que o rodeia e os estímulos ambientais. Por outro lado, os pais devem conhecer profundamente a evolução média do crescimento dos bebés e as diferentes etapas ocorridas ao longo do seu desenvolvimento psicomotor, já que esta informação irá servir de base para que eles tenham critérios rigorosos ao longo da educação dos seus filhos, e para constatar em cada caso específico se o crescimento e desenvolvimento do bebé se processa sem problemas ou, caso contrário, suspeitar da existência de algum problema em que seja necessário solicitar-se a oportuna ajuda médica.

    Crescimento
Evolução do peso



O peso dos recém-nascidos de termo é muito variável, pois situa-se entre os 2,5 e os 4 kg, embora seja, em média, de 3,5 kg para os bebés do sexo masculino e de 3,25 kg para os do sexo feminino. Embora se verifique, nos primeiros dias de vida, uma certa descida do peso, que pode alcançar até cerca de 10% do total, a perda é rapidamente recuperada, no máximo, até ao décimo dia, assistindo-se de seguida a uma contínua subida de peso. Todavia, o ritmo do aumento de peso, ao longo do primeiro ano de vida, não é homogéneo, sendo em média de 30 g por dia ao longo dos três primeiros meses, de cerca de 20 g diários no segundo trimestre, de cerca de 15 g por dia no terceiro e 10 g diários no quarto.
Como se pode controlar o ritmo do aumento de peso e detectar eventuais desvios, tanto por défice como por excesso, através da sua medição regular, deve-se efectuar uma medição semanal ao longo da primeira época, enquanto que, posteriormente, apenas se deva fazê-lo uma vez por mês.
O bebé costuma duplicar o seu peso até aos cinco meses e triplicá-lo até completar o primeiro ano de idade. Partindo de um peso de 3 a 3,5 kg quando nasce, ao fim de um ano o bebé alcança em média cerca de 10 kg de peso, embora os valores normais se situem, dadas as diferenças no momento do nascimento, entre os 7,5 e os 12 kg.
Dado que o aumento, ao longo do segundo ano de vida, é muito mais moderado, em média de 2,5 kg, o bebé alcança, aos dois anos de idade, cerca de 12 a 13 kg de peso, embora oscile entre os 10, 5 e os 14, 5 kg. Como os valores, ao longo deste período, oscilam significativamente, não se deve pesar o bebé com tanta frequência, já que uma medição por semana poderia gerar confusão, devendo-se apenas fazê-lo de dois ou de três em três meses para se verificar com maior rigor o ritmo do aumento do peso.
Como o aumento de peso, entre os 3 e os 5 anos, é bastante constante, de cerca de 2 a 2,5 kg por ano, quando o bebé completar 3 anos pesa entre 14 a 15 kg, com 4 anos pesa, em média, cerca de 16 kg e, quando completa 5 anos, pesa à volta de 18 kg. Embora o aumento de peso seja, seguidamente, muito variável, até cerca do início da puberdade o aumento do peso anual é de cerca de 3 a 4 kg. Todavia, deve-se referir que os valores oscilam consoante os casos, já que o progressivo aumento de peso depende tanto dos próprios factores constitucionais como da nutrição do bebé.

Evolução da altura



A altura dos recém-nascidos situa-se entre os 48 e os 52 cm, em média 50 cm para os do sexo masculino e 49 cm para os do feminino. Ao longo do primeiro ano de vida, aumenta rapidamente até alcançar, por volta do primeiro ano de idade, em média, os 74 cm, embora varie entre os 65 e os 80 cm. O aumento médio ao longo do primeiro ano de vida oscila à volta dos 25 cm, 16 cm durante o primeiro trimestre e cerca de 9 cm no segundo.
Dado que a altura aumenta, ao longo do segundo ano de vida, cerca de 12 cm, aos 2 anos o bebé alcança uma estatura média de 84 a 86 cm, oscilando entre os 78 e os 95 cm. Com 2 anos, o bebé costuma alcançar uma altura equivalente a metade da sua estatura definitiva, que vai alcançar no fim da puberdade.
Ao longo do terceiro ano, a altura do bebé aumenta mais 8 cm, alcançando em média os 93 e os 95 cm. Como este ritmo de crescimento se mantém durante os anos seguintes, aos 4 anos de idade, a altura do bebé é, em média, de 100 a 102 cm e aos 5 anos de cerca de 108 a 110 cm. Em seguida, costuma produzir-se uma aceleração do crescimento, um típico "salto', antes da etapa da puberdade. Como é óbvio, o ritmo de crescimento da altura também varia significativamente consoante o indivíduo.
Evolução do perímetro cefálico

Entre os recém-nascidos, o perímetro cefálico mede, em média, 34 a 35 cm. No entanto, como o cérebro, ao longo da primeira época, evidencia um desenvolvimento significativo, numa fase em que os ossos do crânio ainda não estão completamente soldados, proporciona igualmente um considerável aumento do perímetro cefálico durante o primeiro ano de vida, por volta dos 12 cm. Em suma, ao fim de um ano, o perímetro cefálico do bebé é de 46 cm, embora oscile entre os 42 e os 49 cm, fazendo com que o perímetro da cabeça seja, ao longo desta fase, aproximadamente semelhante ao do tórax. A medição do perímetro cefálico é extremamente importante, já que o crescimento demasiado rápido da cabeça costuma constituir o primeiro sinal de uma hidrocefalia , enquanto que o abrandamento do dito crescimento costuma corresponder ao encerramento prematuro dos ossos do crânio ou a um atraso do desenvolvimento do cérebro.
Ao longo do segundo ano de vida, o crescimento do encéfalo diminui de forma significativa, já que o perímetro cefálico aumenta apenas 2,5 a 3 cm, o que faz com que o volume do seu encéfalo alcance 1/5 do seu volume total na idade adulta.
De facto, como a proporção entre a cabeça e o resto do corpo vai diminuindo progressivamente com o passar dos anos e à medida que o peso e a altura do bebé continuam a aumentar, o perímetro cefálico alcança cerca de 49 a 50 cm perto dos 3 anos, enquanto que nos três seguintes apenas cresce 1 a 2 cm por ano.

dentição
Generalidades



Embora existam excepções, os bebés costumam nascer desdentados, uma situação lógica, caso se tenha em conta que os bebés se alimentam exclusivamente de leite, ao longo dos primeiros meses, e conveniente para as mães, pois caso contrário teriam de suportar as suas dentadas durante a amamentação. De qualquer forma, os dentes começam a formar-se desde o início da gravidez, por volta do final do segundo mês de gravidez, altura em que os dentes de leite começam a germinar nos ossos maxilares, enquanto que os dentes definitivos começam perto do quarto mês de vida intra-uterina. Apesar de o bebé, quando nasce, não evidenciar qualquer dente, a maioria dos dentes já está presente no interior dos ossos maxilares.
O facto de a dentição se processar em duas fases é extremamente útil, devido ao grande crescimento das estruturas faciais nos primeiros anos de vida, já que os dentes de leite são mais pequenos, de modo a terem um tamanho correspondente ao dos ossos maxilares nessa altura, enquanto que os dentes definitivos apenas se evidenciam quando as dimensões destes o permitam.
Dentição temporária



A primeira dentição é constituída por vinte dentes, os denominados "dentes de leite", cujo rompimento ocorre de forma progressiva, com uma sequência cronológica bastante definida, aproximadamente entre os 6 meses e os 2 anos e meio. Todavia, a idade em que os primeiros dentes se evidenciam varia bastante, pois embora alguns bebés já nasçam com algum dente visível, outros ainda estão desdentados quando cumprem 1 ano. Contudo, é por volta do meio ano, entre os 5 e os 7 meses, que costumam surgir os primeiros dentes, na maioria dos casos os incisivos centrais inferiores. Ao fim de pouco tempo, entre os 6 e os 8 meses, evidenciam-se os incisivos centrais superiores. Em seguida, aparecem os incisivos laterais, primeiro os inferiores, entre os 7 e os 10 meses, e depois os superiores, entre os 8 e os 11 meses. Seguindo a mesma ordem, no primeiro semestre do segundo ano, surgem os primeiros molares superiores, seguidos pouco depois pelos caninos inferiores, os caninos superiores e, por volta dos 2 anos de idade, os primeiros molares inferiores. Os últimos dentes de leite a nascer, até aos 2 anos e meio, são os segundos molares inferiores e superiores, que completam a dentição temporária.
Como é óbvio, as idades mencionadas apenas são indicativas, já que o facto de os dentes do bebé nascerem relativamente cedo ou um pouco mais tarde não significa que esteja mais avançado ou atrasado.
A partir dos 6 anos de idade, os dentes de leite começam a cair de forma espontânea, sendo substituídos pelos dentes definitivos. A queda, variável consoante os casos, segue igualmente uma ordem cronológica bastante definida: em primeiro lugar, entre os 6 e os 7 anos, caem os incisivos centrais inferiores, no ano seguinte caem os incisivos centrais superiores e os incisivos laterais inferiores e, entre os 8 e os 9 anos de idade, caem os incisivos laterais superiores. Os caninos inferiores caem entre os 9 e os 11 anos, enquanto que os caninos superiores caem entre os 11 e os 12 anos. Os primeiros molares caem entre os 10 e os 12 anos, em primeiro lugar os inferiores e, depois, os superiores. Os segundos molares inferiores também caem entre os 10 e os 12 anos, enquanto que os segundos molares inferiores caem entre os 11 e os 13 anos.
Dentição definitiva



A segunda dentição é constituída por 32 dentes e o seu rompimento inicia-se até aos 6 ou 7 anos, altura em que ainda não caíram os dentes de leite, com uma ordem bastante definida. O rompimento dos dentes definitivos começa com os primeiros molares inferiores e superiores definitivos, que se situam ao lado dos segundos molares temporários. Pouco depois, e à medida que os dentes de leite vão caindo, os orifícios consequentes vão sendo ocupados pelos correspondentes dentes definitivos, primeiro os incisivos centrais e, depois, os incisivos laterais e os caninos. Os primeiros e segundos pré-molares surgem entre os 10 e os 13 anos e, ao contrário dos restantes dentes, costumam aparecer em primeiro lugar os superiores e, depois, os inferiores. Os segundos molares inferiores e superiores caem entre os 12 e os 13 anos, enquanto que os terceiros molares, os "dentes do siso", levam mais algum tempo, nunca aparecendo antes dos 15 anos, podendo até levar mais 10 anos ou nem chegarem a aparecer. De qualquer forma, as idades referidas são apenas aproximadas, já que existe uma grande variabilidade em relação ao momento de erupção dos diferentes dentes.





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