terça-feira, 7 de setembro de 2010

INJECOES

Quais são as injeções que mais doem?

A dor da picada depende de três fatores principais: o calibre da agulha, a profundidade em que a injeção é aplicada e a substância contida na seringa. "Substâncias mais viscosas, por exemplo, são mais difíceis de dispersar pelo tecido, e, portanto, podem doer mais", diz Marta Heloísa Lopes, médica da Faculdade de Medicina da USP. Em relação à profundidade e ao calibre, a regra é clara: quanto mais profunda e mais grossa a agulha, maior a dor. A temida Benzetacil combina todos os fatores: é um medicamento viscoso, aplicado dentro do músculo e com uma agulha de calibre relativamente grosso. Ai!.

Agulhas sob medida

Subcutânea (18 x 0,4 mm)
Intradérmica (10 x 0,45 mm)
Intravenosa (25 x 0,8 mm)
Intramuscular (40 x 0,9 mm)
Intra-articular (30 x 0,7 mm)
Intra-óssea (36 x 2,3 mm)

À flor da pele
Quanto mais profunda a injeção, maior o grito de "ai!" do paciente

INTRADÉRMICA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO - Antebraço
EXEMPLO - Testes de alergia ou vacina BCG
AGULHA INDICADA - 10 mm de comprimento por 0,45 mm de calibre

É a mais fácil de aplicar, já que a agulha só precisa chegar às camadas superficiais da pele, a epiderme e a derme. Os medicamentos têm que ser colocados em quantidades mínimas - em geral, 0,1 ml - e são pouco absorvidos pela corrente sanguínea

INTRAVENOSA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO - Antebraço e dorso da mão
EXEMPLO - Soro e antibióticos
AGULHA INDICADA - 25 mm de comprimento e 0,8 mm de calibre

É aplicada na veia e tem efeito imediato. Já que vai direto para o sangue, pode ser usada uma grande quantidade de líquido. Os medicamentos - principalmente antibióticos - costumam ser diluídos em soro para não irritar o local

INTRA-ARTICULAR
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO - Articulações como joelhos, cotovelos e punhos
EXEMPLO - Anestesias, anti-inflamatórios
AGULHA INDICADA - 30 mm de comprimento por 0,7 mm de calibre

Nas injeções deste tipo, as medicações são colocadas diretamente nas articulações. É bastante usada em operações que requerem anestesias locais

SUBCUTÂNEA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO - Deltoides, coxa, abdômen e glúteos
EXEMPLO - Insulina (medicamento para diabéticos)
AGULHA INDICADA - 18 mm de comprimento por 0,4 mm de calibre

É aplicada na camada de gordura entre o músculo e a pele. Nessa região, os medicamentos são absorvidos de modo lento e constante. A quantidade absorvida é menor, de 0,5 a 2 ml

INTRAMUSCULAR
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO - Glúteos, deltoides e coxa
EXEMPLO - Benzetacil, antibiótico para tratar infecções
AGULHA INDICADA - 40 mm de comprimento por 0,9 mm de calibre

Profunda, a injeção atravessa toda a pele até chegar ao músculo. Por serem ricos em vasos sanguíneos, os músculos absorvem bem os líquidos injetados e suportam doses maiores, de até 5 ml

INTRAÓSSEA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO - Na medula óssea (tecido que preenche a cavidade interna de ossos como tíbia e fêmur)
EXEMPLO - Infusão de sangue e medicamentos como morfina e corticosteroides
AGULHA INDICADA - 36 mm de comprimento e 2,3 mm de calibre
Em paradas cardiorrespiratórias e situações que dificultem a injeção na veia, aplica-se o remédio dentro do osso com agulhas mais grossas.

IRUXOL

IRUXOL
cada g de pomada contém: colagenase 0,6 UI;cloranfenicol 0,01 g.
Posologia e Administração - IRUXOL
a finalidade do uso de Iruxol é de limpeza enzimática de lesões superficiais. Para obter sucesso no tratamento deve ser observado o seguinte: Iruxol deve ter um contato bom e uniforme com toda a área lesada; por isso, a pomada deve ser aplicada uniformemente, com espessura de cerca de 2 mm. O efeito nas necroses crostosas é melhorado, abrindo- se um corte no centro e em alguns casos nas margens, seguido de aplicação da pomada, tanto por baixo da crosta como por cima. Não se deve procurar secar a lesão, pois a presença de umidade aumenta a atividade enzimática. Material necrótico completamente seco ou duro deve ser amolecido, primeiramente por meio de compressas úmidas. Após a aplicação da pomada, cobrir a lesão com gaze e umidecê-la com água destilada ou soro1 fisiológico. Não utilizar quaisquer detergente, sabão ou solução anti-séptica (álcool iodado, mercúrio cromo, etc.), já que estes produtos inativam a ação de Iruxol. O curativo de Iruxol deve ser mudado diariamente. É possível aumentar o efeito enzimático, aplicando a pomada duas vezes ao dia. Deve ser removido, com cada troca de curativo, todo material necrótico desprendido; isto se faz através de pinça, espátula ou por lavagem, tendo o cuidado de não utilizar detergente ou sabões. - Superdosagem: em caso de superdosagem, o médico deve ser imediatamente comunicado, de modo a instituir terapêutica adequada.
Precauções - IRUXOL
a fim de se evitar a possibilidade de reinfecção, deve- se observar rigorosa higiene pessoal durante a utilização do produto. O uso prolongado de antibióticos pode, ocasionalmente, resultar no desenvolvimento de microorganismos não susceptíveis, inclusive fungos. Caso isto ocorra, deve-se descontinuar o tratamento e tomar as medidas adequadas. - Interações medicamentosas: o emprego adicional de outros preparados de aplicação tópica pode diminuir a eficácia terapêutica de Iruxol.
Reações adversas - IRUXOL
ardência, dor, irritação, eczema2, rubor e reações de hipersensibilidade ao cloranfenicol são passíveis de ocorrer com ou uso do produto. Discrasias sangüíneas3, incluindo anemia4 aplástica, podem ocorrer com o uso de cloranfenicol tópico5, sendo porém muito raras.
Contra-Indicações - IRUXOL
hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
Indicações - IRUXOL
limpeza de lesões, independentemente de sua origem e localização: em ulcerações e necroses (úlcera6 varicosa, úlcera6 por decúbito, gangrenas das extremidades, especialmente gangrena7 diabética, congelamentos); em lesões de difícil cura (lesões pós- operatórias, por irradiação e por acidentes); antes de transplantes cutâneos.
Apresentação - IRUXOL
bisnaga com 15, 30 e 50 g.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

TIPOS DE CURATIVOS

TIPOS DE CURATIVOS

ÁCIDO LINOLEICO-AGE

O ácido linolênico é vital para a função de barreira , é o maior componente lipídico no extrato córneo normal gorduroso;

É vital para a resistência à água, pois é o maior constituinte da barreira epidérmica (60%).

É o único que tem capacidade de reverter ou reparar a função de barreira da pele onde a deficiência dietética não está envolvida.

Estes tem grande ação na aceleração do processo de cicatrização pois auxiliam a quimiotaxia e diapedese dos leucócitos.

É indicado: para lesões abertas não intactas, e profilaxia das ulceras de pressão.

Modo de usar:

Aplicar no local afetado utilizando uma gaze;

Trocar a cada 12 à 24 horas

ALOE VERA – BABOSA

Trata-se de curativo não aderente com aloe Vera. É empregado como gaze não aderente.

Pode ser utilizado in natura.

É indicado: queimaduras de primeiro e segundo grau, ulcerações refratárias, dermatite de contato periostomia.

Modo de usar:

Freqüência de troca 12 à 24 horas.

SULFADIAZINA DE PRATA

É uma pomada hidrofílica, composta por sulfadiazina de prata a 1%.

Pode ser associada: nitrato de cério, acido hialurônico.

Mecanismo de ação:

Prata: confere características bactericidas imediatas e bacteriostáticas residuais, provoca precipitação protéica e age diretamente na membrana citoplasmática bacteriana.

Modo de usar:

Freqüência de troca é recomendada a cada 12 horas.

HIDROGEL

Composição: carboximetilcelulose + propilenoglico + água (70 a 90%)

Ação: debridamento autolitico/ remove crostas e tecidos desvitalizados em feridas abertas.

Forma de apresentação: Amorfo e placa

HIDROCOLÓIDE

Composição: carboximetilcelulose + gelatina + pectina.

Forma de apresentação: amorfo e placa

Ação: é hidrofílico, absorve o exsudato da ferida, formando um gel viscoso e coloidal que irá manter a umidade da ferida.

PAPAÍNA

Composição: enzima proteolítica. São encontradas nas folhas, caules e frutos da planta Carica Papaya.

Forma de apresentação: pó, gel e pasta.

Atuação: desbridante (enzimático) não traumática, anti-inflamatória, bactericida, estimula a força tensil das cicatrizes, pH ótimo de 3 – 12, atua apenas em tecidos lesados, devido a anti-protease plasmática (alfa anti-tripsina).

Observações: diluições: 10% para necrose, 4 a 6% para exsudato purulento e 2% para uso em tecido de granulação.

Cuidados no armazenamento (fotossensível) e substancias oxidantes (ferro/iodo/oxigênio), manter em geladeira.

FIBRINOLISINA

Composição: fibrinolisina (plasma bovino) e desoxorribonuclease (pâncreas bovino).

Forma de apresentação: pomada

Ação: através da dissolução do exsudato e dos tecidos necróticos, pela ação lítica da fibrinolisina e do ácido desoxorribonucleico e da enzima desoxorribonuclease.

Observações: monitorar a sensibilidade do paciente.

ALGINATO DE CÁLCIO E SÓDIO

Composição: 80% íon cálcio + 20% íon sódio + ácidos gulurônico e manurônico (derivados de algas marinhas).

Forma de apresentação: cordão e placa

Ação: hemostasia, debridamento osmótico, grande absorção de exsudato, umidade (formação de gel).

AÇÚCAR

Composição: sacarose

Forma de apresentação: em granulos

Ação: efeito bactericida, proporcionado pelo efeito osmótico, na membrana e parede celular bacteriana.

Observação: é necessário troca de 2/2 horas para manter a sua ação, feridas com necrose de coagulação, queimaduras, pacientes obesos, desnutridos e com idade avançada.

FILMES TRANSPARENTES

Composição: filme de Poliuretano, aderente (adesivo), transparente, elástico e semi-permeável.

Ação: umidade, permeabilidade seletiva, impermeável a fluidos.

Observação: pode ser utilizado como cobertura secundária. Trocar até 7 dias.

HIDROPOLÍMERO

Composição: almofada de espuma composta de camadas sobrepostas de não tecido e revestida por poliuretano.

Indicação: feridas abertas não infectadas com baixa ou moderada exsudação.

Contra-indicação: feridas infectadas e com grande quantidade de exsudação.

Observação: uso de talco para aumentar poder de adesividade.

GAZE DE ACETATO IMPREGNADA COM PETROLATUM (ADAPTIC)

Composição: tela de acetato de celulose, impregnada com emulsão de petrolatum, hidrossolúvel.

Ação: proporciona a não aderência da ferida.

Indicação: áreas doadoras e receptoras de enxerto, abrasões e lacerações.

Contra-indicação: alergia

CARVÃO ATIVADO E PRATA

Composição: carvão ativado com prata à 0,15%, envolto por não tecido de nylon poroso, selado nas quatro bordas.

Ação: absorve exsudato, absorve os microorganismos, filtra odor, bactericida (prata).

Indicações: feridas fétidas, infectadas ou com grande quantidade de exudato.

Contra indicações: feridas com exposição ósteo-tendinosas, em assistidos/clientes que apresentem hipersensibilidade ao náilon.

Observação: não pode ser cortado

Pode ser associado a outros produtos, como: alginato de cálcio e sódio.

Freqüência de troca segundo a saturação, em média com 48 a 72 horas.

ÁCIDO GRAXO ESSENCIAL (AGE)

Composição: óleo vegetal composto por ácidos linoleico, caprílico, cáprico, vitaminas A, E e lecitina de soja.

Ação: quimiotaxia leucocitária, angiogênese, umidade, gactericida.

Indicação: prevenção e tratamento de ulceras, tratamento de feridas abertas.

Contra-indicação: alergia

Observação: pode ser associado a outras coberturas.

PRODUTOS DERIVADOS DO IODO

Composição: Polivinil-pirrolidona-iodo (PVPI)

Ação: penetra na parede celular alterando a síntese do ácido nucléico, através da oxidação.

Indicação: antissepsia de pele e mucosas peri-cateteres.

Contra-indicação: feridas abertas de qualquer etiologia.

Observações: é neutralizado na presença de matéria orgânica, em lesões abertas altera o processo de cicatrização (citotóxico para fibroblasto, macrófago e neutrófilo) e reduz a forca tensil do tecido.

CLOREXIDINA

Composição: Di-glucanato de clorexidina

Ação: atividade germicida por destruição de membrana citoplasmática bacteriana.

Indicação: antissepsia de pele e mucosa peri-cateteres.

Contra-indicação: feridas abertas de qualquer etiologia.

Observações: a atividade germicida se mantém mesmo na presença de matéria orgânica, citotóxico, reduz a força tensil tecidual.

PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO (ÁGUA OXIGENADA)

Composição: Peróxido de hidrogênio à 3%.

Ação: bactericida limitado

Indicação: não existe para ferida

Contra-indicação: inapropriada para uso como antisséptico.

Observações: citotóxico, colapso da ferida por formação de bolhas de ar.

LUVAS

11) CALÇAMENTO DE LUVAS
O calçamento correto de luvas esterilizadas apresenta importante fator no controle de infecções pois evita possíveis contaminações dessas luvas pelas mãos do usuário. Consiste, basicamente em dois métodos. São eles :
  1. Método fechado :
  2. Com as mãos dentro da manga do avental cirúrgico, uma luva é apanhada e colocada sobre a palma da outra mão (os dedos da luva ficam apontados para o ombro do usuário). A extremidade do punho da luva que está sobre a palma é fixa por um dedo dessa mão e extremidade superior do punho da luva é colhida pelos dedos (cobertos pela manga do avental) da outra mão.
    O punho da luva é, então, puxado sobre a manga do avental tendo-se o cuidado de não dobrar a manga do avental para trás ou de expor os dedos dentro dela. À medida que a luva é colocada no punho os dedos são dirigidos para ela e essa é ajustada à mão.
    A outra luva é colocada da mesma forma, usando-se a mão já coberta para segurá-la.
  3. Método aberto :
Uma das luvas é segura em sua parte interna (dobra o punho) pela mão esquerda (fora da manga do avental do usuário). A mão direita é introduzida na luva que é, então, puxada para o lugar com a mão esquerda (o punho é deixado voltado para baixo).
Agora a mão direita, já enluvada, pega a luva esquerda introduzida na luva que é colocada no lugar (o punho fica numa posição voltada para baixo).
Após adaptar a manga ao punho, mantendo-se essa dobra no local com o polegar direito já coberto pela luva estéril, os dedos podem puxar com segurança o punho estéril da luva sobre a manga do avental.
Obs : Outro método existente é aquele em que um enfermeiro segura a luva aberta para quem a irá utilizar. A luva é segura com o polegar voltado para o receptor. A extremidade da luva é alargada de modo que a mão do usuário possa penetrar na mesma sem encostar na pessoa que a segura. O punho da luva é, então, puxado para cima sobre a manga do avental.