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sábado, 28 de fevereiro de 2009

glicose

Diabética de apenas 13 anos dá lição de disciplina

25/02/2009 - 17h46 (Laila Magesk - Da Redação Multimídia)
Anna Carolina mostra o aparelho que usa diariamente, ligado ao corpo através de um catéter
Cuidar de uma doença na infância não é fácil. Ter uma alimentação regrada e hábitos diferentes dos coleguinhas de sala, controlar tudo e a glicose ainda assim não baixar ou cair demais. Por mais que seja difícil, Anna Carolina, uma adolescente de 13 anos que mora em Jacaraípe, na Serra, mescla superação e disciplina para conviver com o problema.

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Ela não desanima. Aos sete anos, começou a sentir sede excessiva, muita fome e perder de peso. A mãe a levou ao médico. O resultado dos exames foi um choque: diabetes. Pouco conhecimento, desespero e medo do que viria. "Após a consulta, fomos direto ao hospital porque a glicose dela estava acima de 700 - em jejum, o ideal é que a taxa de glicose seja 100. Foi uma batalha. Tive que aprender na marra a aplicar, comprar insulina e agulhas, sem orientação e conhecimento da doença. Foi uma fase muito ruim. Ela chorou muito, mas já acostumamos", conta a mãe, Ana Cláudia Corrêa, 40 anos.

Apesar das várias internações de até 15 dias em hospitais para controlar as taxas, Anna diz que o diabetes nunca atrapalhou na escola e que já aprendeu a lidar com ele. "No início, fiquei com vergonha. Mentia e falava que não tinha nada. Depois contei para todo mundo e ficou mais fácil", lembrou. Quando a estudante passava mal, professores e amigos a ajudavam. Mesmo internada, os professores levavam as tarefas para ela no hospital. Na rotina de Carol, andar de bicicleta diariamente e fazer natação são essenciais. E a sorte dela é que nunca foi chegada a doces. Então, "cuidar da alimentação é tranquilo".

Bomba de insulina

Depois de muito sufoco e sofrimento com as complicações da doença, um tratamento trouxe mais controle a Anna Carolina: a bomba de infusão de insulina - aparelho parecido com um pager que ajuda no controle da glicose em diabéticos tipo 1.

"Atualmente, ela usa a bomba porque teve diversas internações e a insulina não fazia efeito. Numa dessas crises, o médico me disse que era indicado a Carolina usar o produto. Eu nem conhecia esse tratamento. Corri atrás e consegui através da Defensoria Pública. Graças a Deus eles viram que a situação era grave. Além da bomba e insulina, ganhei a manutenção. Eu não teria condições nenhuma de comprar a bomba, custa R$16 mil. Mas se não fosse esse tratamento, talvez minha filha não estivesse viva. Desde que começou a usar não ficou mais internada", relata a mãe.

Segundo a dona-de-casa, antes a glicose da adolescente já chegou a 900. E pior, quando aplicava a insulina, caía de uma vez só: ia para 20 ou 30. Aí o problema era outro, a hipoglicemia - baixo nível de glicose no sangue.

Nesta quinta-feira (26), conheça mais detalhes sobre a bomba de infusão e novos tratamentos para o diabetes.

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